RUY GUERRA

RUY GUERRA

Nasceu em Lourenço Marques, hoje Maputo, Moçambique,
então colônia portuguesa, em 1931. Adolescente, já
publicava críticas de cinema, contos e crônicas e já fazia
filmes em 8 mm. Ativista político, participou de movimen-
tos anti-racistas e pró-independência antes de deixar seu pais, aos
19 anos. De 1952 a 1954, estudou arte cinematográfica em Paris no
IDHEC (Instituto de Altos Estudos Cinematográficos) e começou a
trabalhar na França, como assistente de câmera e assistente de
direção.
Melhor conhecido como diretor, Ruy Guerra também atua como
montador, diretor de fotografia, produtor e ator (como em “Aguirre, a
Cólera de Deus” de Werner Herzog, 1972). Geralmente e roteirista
ou co-roteirista dos filmes que dirige. Trabalha com inúmeros
estilos cinematográficos, entretanto, seus filmes retratam de maneira
esteticamente inovadora a opressão e a exploração socioeconômica.
Tendo filmado em muitos países, é geralmente associado ao cinema
Brasileiro, como um dos pioneiros do Cinema Novo dos anos 60.
Seu primeiro longa metragem, “Os Cafajestes” (1963), foi um dos
poucos sucessos comerciais do Cinema Novo. Dois outros longas
de sua autoria, “Os Fuzis” (1964) e “Os Deuses e os Mortos” (1970),
são considerados marcos do cinema brasileiro. Em “A Queda” (co-
dirigido com Nelson Xavier, 1977) retoma a vida dos personagens
de “Os Fuzis”, numa instigante experiência sobre a vida sofrida da
classe operária do Rio de Janeiro.
No final dos anos 70, com a independência de Moçambique, retorna
a sua terra natal para participar da criação do Instituto Nacional de
Cinema moçambicano. Nos anos 80, abandona seu tratamento
radical de temas políticos e faz três longas de grande beleza estética:
Opera do Malandro” (1985), comédia musical, adaptada da obra de
Chico Buarque, a “Fábula da Bela Palomera” (1987), filme de época
e história de amor baseado em obra do Prêmio Nobel Gabriel Garcia
Marquez; e “Kuarup” (1988), uma das maiores superproduções do
cinema brasileiro, que traduz de modo eloquente o romance de
Antonio Callado.
Em exibição no CINEAMAZÓNIA: Erendira (1983), Os Fuzis (1964) e

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