MARINA SILVA

MARINA SILVA

Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da
Floresta Amazônica. Teu coração desenha-se no formato
do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de
Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso
dos rios ora ameaçado por aqueles que ignoram o teu
valor e o significado de sustentabilidade. Na Esplanada
dos Ministérios, como ministra do meio ambiente, tu
eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Defendeste sempre com ousadia nossas
florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina
senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações.Teus
passos são sempre guiados pela ponderação e pela fé. Teu coração jamais
encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e
tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção. Ela e Silva. Ela é selva. É
floresta. É da Floresta Amazônica. Aparentemente frágil, ela tem sido um gigante
na defesa ambiental, contra interesses, dos mais sórdidos. Levou país afora a
mensagem da perfeita integração do homem dito moderno com a fauna, a flora, a
geografia e a cultura beiradeira.Desde muito cedo, a menina dos seringais,
superando adversidades próprias da nossa região, já sabia o que queria. Porque
está no seu sangue, está no nome.Está nos corações de quem sabe que preservar a
natureza é preciso, é preciso.Ninguém melhor do que ela simboliza a resistência à
servidão humana, a luta por um planeta onde a ciência, as oportunidades e a
justiça sejam realmente para todos.

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ANTONIO PITANGA

Ator e diretor. Estudou na escola de teatro numa época em que os negros não eram aceitos. Foi exilado durante a ditadura, quando militava no centro popular de cultura. Durante

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