TABA DO CACIQUE FOI PALCO DA NOITE CINEMA E SAMBA

Enquanto no Teatro Banzeiros a mostra competitiva prendia a atenção do público, em outros pontos da cidade de Porto Velho a programação diversificada do Festcineamazônia dava o tom. E o tom era de samba. Da melhor estirpe. O filme ‘Noel Rosa’, de Ricardo Van Steen, fez com que a ‘Taba do Cacique’, local escolhido para a exibição, vivenciasse momentos de nostalgia musical no projeto que une cinema e samba, samba e cinema. Este ano a parceria foi com a Escola de Samba Asfaltão. Mas a emoção maior ficou por conta de Carmênio Barroso, proprietário da Taba do Cacique. O local existe há 38 anos e pela primeira vez recebeu o projeto.

‘Noel Rosa’ conta a trajetória de Noel Rosa, um dos maiores compositores da história da MPB, que trocou a faculdade de Medicina pelo samba e pela boemia carioca, na década de 20, tornando-se ídolo do rádio, aos 19 anos, com o enorme sucesso alcançado com a canção ‘Com Que Roupa’. O filme acompanha não apenas a carreira musical de Noel, como também a vida afetiva do compositor, que até morrer prematuramente de tuberculose, dividiu-se entre dois grandes amores: Lindaura, jovem operária com quem se casou, e Ceci, dançarina com quem manteve um caso tempestuoso.

Depois da exibição do filme, como não poderia deixar de ser, a Taba do Cacique transformou-se numa grande roda sambista, com a festa comandada pelo grupo ‘Só Bambas’. Se a tristeza é senhora desde que o samba é samba, como cantou Caetano Velosos, ela passou longe da Taba.

Alegria também deu o tom da noite na zona sul de Porto Velho. No espaço onde a quadrilha Flor de Cactus ensaia e se apresenta, foi instalada a lona do circo. Era o projeto ‘Cinema e Circo’. A apresentação foi do grupo Mapi, com o espetáculo ‘Dindo e Tonton, dois palhaços fujões’. O espetáculo conta a historia de Dindo, palhaço cansado, deprimido e desgostoso com a profissão. Ele foge do circo, depois de perder a mulher por quem era apaixonado: a equilibrista da corda bamba. Na trajetória pela rua, sem graça e sem perspectiva alguma, encontra ‘Tonton’, uma garota que foge de casa aos 18 anos para viver o  próprio sonho, o de ser palhaça. Juntos, Dindo e Tonton encarnam um mito, a conciliação dos opostos e a unidade do ser. Levando de volta a graça às ruas.

O Festcineamazônia  – Festival Latino Americano de Cinema Ambiental  tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal através da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual, apoio cultural: Sistema Fecomércio – Sesc, Centro de Formação dos Profissionais de Eduacação do Município de Porto Velho,  SEMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, programa microfonia .O Festcineamazônia é membro do Green Film Network.

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