Emoção, qualidade e “canja” dão o tom no Cinema e Música do Cineamazônia

A quinta-feira (19), na escola de música Jorge Andrade, que recebeu a atividade Cinema e Música, do Cineamazônia, não poderia ter sido melhor: primeiro, a oficina aberta com o baterista e percussionista de fama mundial, Chico Batera.

No começo da noite, o documentário na Batucada da Vida, em homenagem a Batera. Logo em seguida, o Trio do Norte, de Porto Velho, com a participação especial de mais três músicos. “Nós músicos, não precisamos de muito. Nosso cenário é o palco. No meu caso, se tiver uma bateria, já saio tocando. Esse documentário não tem luxo. São conversas descontraídas, falando sobre uma carreira que começou aos quatro anos de idade, quando minha mãe me levou pela primeira vez na quadra da escola de samba Império Serrano”, disse Chico Batera.

Chico Batera, já tocou com nomes como The Doors, Janis Joplin, Frank Sinatra, Pablo Milanês, Tom Jobim, Elis Regina, Fagner e tantos outros. E há quase 30 anos acompanha Chico Buarque.

Tanto que a carreira brilhante e extensa resultou no documentário Na Batucada da Vida, com direção e roteiro de Mauro Costa Júnior, que emocionou os músicos que estavam na platéia para aprender, admirar e aplaudir a história dele. “Para a gente que vive da música, é lindo e inspirador ver uma história como essa. Eu estava muito ansioso para que chegasse logo o dia 19 de outubro, para que pudesse encontrar e apertar a mão do Chico Batera. Ele é uma inspiração para todos nós, que buscamos valorizar a música brasileira”, afirmou Mauro Araújo, tecladista, pianista e um dos integrantes do Trio do Norte, que se apresentou logo após a exibição do filme.

José Jurandir da Costa, coordenador do Cineamazônia, destacou a simplicidade e a união dos músicos em torno dessa arte tão importante quanto ao cinema. “Fico impressionado com a solidariedade que os músicos têm entre vocês. Não é à toa que essa atividade, Cinema e Música combina tão bem. São duas artes que mexem com nossa imaginação, sentimentos, causa encanto e diversas emoções na gente”.

Mais Trio com Chico

Além de Mauro Araújo, o espetáculo musical do Trio do Norte, grupo musical de Porto Velho, que também é composto por Paulo Araújo (contrabaixo) e Júnior Lopes (bateria), ainda teve a participação especial de David Castro (saxofone e flauta), Eliézer Nascimento (trombone) e Oséas Araújo (guitarra).

Mas de maneira improvisada, o Trio do Norte e o público pediram e Chico Batera atendeu: deu uma canja e tocou duas músicas que encantaram a todos os presentes. “Eu não preciso de partituras. Vocês tocam e eu sigo. Sou baterista, gente”, brincou ele logo ao tomar assento.

Programação

Nesta sexta-feira (20), das 8h às 11h30, é a vez do debate “É de poesia que o mundo precisa”, com os escritores José Inácio Vieira de Melo, Ronaldo Correia de Brito e Rubens Vaz Cavalcante, e mediação de Marcos Aurélio Marques. No mesmo dia, mas na parte da noite a partir das 19h30, ocorrerá a homenagem à antropóloga Betty Mindlin.

No sábado, a partir das 19h, ocorre o encerramento do Festival, que contará com a exibição do filme “Dana Merril – Um fotógrafo no inferno verde” e homenagem ao cineasta Beto Bertagna, além, é claro, da premiação com o Troféu Mapinguari para os melhores filmes da mostra competitiva deste ano. O show do músico Chico Batera fecha a 15ª edição do Festival Cineamazônia.

A 15ª edição do Cineamazônia tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e da Lei Rouanet. Ainda tem o apoio cultural da Sejucel, Funcultural, Fecomércio e SESC Rondônia. O Cineamazônia é associado ao Fórum dos Festivais e membro do Green Film Network.

Texto: Felipe Corona

Fotos: Beethoven Delano.

Previous Inclusão e educação: estudantes lotam platéia do “A Escola Vai ao Cinema” do Cineamazônia
Next Terceiro dia do Cineamazônia tem teatro lotado e emoção de diretora estreante

Você também pode gostar

Cineamazônia Itinerante faz balanço positivo de etapas por Brasil, Peru e Bolívia

No total, foram 7.428 quilômetros percorridos, sendo 6.718 por estradas de asfalto e chão, além de 1.250 pelos Rios Guaporé e Mequéns, onde foram feitas 31 exibições de cinema e

Xuxu mostra com quantos sorrisos se faz um palhaço

Espetáculo que integra mostra Cinema no Circo, do Cineamazônia 2016 fechou a noite no bairro Ayrton Senna, em Porto Velho Um barracão lotado de crianças ansiosas. Antes mesmo de chegar

Após 15 horas, Cineamazônia Itinerante chega ao Acre

A caravana do Cineamazônia partiu no final da manhã da quarta-feira (02) com uma van, um caminhão e 13 pessoas para levar cinema e arte ao Peru, Acre e distritos