Cineamazônia Itinerante faz balanço positivo de etapas por Brasil, Peru e Bolívia

No total, foram 7.428 quilômetros percorridos, sendo 6.718 por estradas de asfalto e chão, além de 1.250 pelos Rios Guaporé e Mequéns, onde foram feitas 31 exibições de cinema e apresentações circenses em comunidades, vilas, quilombos e cidades do Brasil, Peru e Bolívia. Essa foi a saga do Cineamazônia Itinerante 2017, dividida em duas etapas: a primeira, entre 02 a

Cineamazônia Itinerante encerra atividades no Rio Guaporé com passagem por Pimenteiras e estreia em Cabixi

A noite de segunda-feira (11) foi bastante animada para quem foi até a praça da Prefeitura de Pimenteiras. Dezenas de famílias com crianças e adultos estavam ansiosos para assistir diversos filmes curta metragens de animação e ficção do Brasil e de vários países estrangeiros, além do espetáculo do palhaço Cloro. Um deles era o pequeno ator João Pedro, de 11

Cineamazônia Itinerante termina atividades na Bolívia

Após sair de Porto Rolim, o barco Canuto do Cineamazônia Itinerante seguiu para 18 horas de viagem rumo a Cafetal, penúltima cidade boliviana a receber o projeto nesta etapa, na sexta-feira (08). Mais uma vez, o nível baixo do Rio Guaporé dificultou a chegada a tempo da equipe para cumprir os horários divulgados à população, por conta de encalhes em

Cineamazônia Itinerante passa pelo Quilombo de Pedras Negras, Mateguá e Porto Rolim

Depois de ir até o Quilombo de Santo Antônio e a vila boliviana de Versalles, o Cineamazônia Itinerante chegou a outro ponto importante do Rio Guaporé, na terça-feira (05): o quilombo de Pedras Negras, que fica a cerca de três dias de barco de Costa Marques. O pequeno porto da localidade recebeu toda a estrutura do projeto para exibição de

Cineamazônia Itinerante passa por Santo Antônio e Versalles

Depois de 18 horas de viagem, saindo de Costa Marques, o Cineamazônia Itinerante chegou até o Quilombo de Santo Antônio, onde exibiu filmes curta metragens e aconteceu a apresentação do palhaço Cloro para dezenas de pessoas, na noite do domingo (03), em frente ao espaço comunitário. O presidente da associação da localidade, Juraci Nogueira, conhece há anos a luta do

Cineamazônia Itinerante faz atividades em Forte Príncipe da Beira, Costa Marques e Buena Vista

Logo após passar por San Lorenzo (na Bolívia) e o distrito de Surpresa, no início do final de semana o Cineamazônia Itinerante chegou a uma das regiões históricas mais importantes de Rondônia: o Forte Príncipe da Beira, construído pelos portugueses para defender o território do domínio espanhol, cuja construção foi concluída em 1776. Para uma das representantes da Associação da

Cineamazônia Itinerante chega a San Lorenzo e Surpresa

Depois de uma passagem pela Resex Rio Ouro Preto, Guajará-Mirim, Guayaramerín e Iata, o Cineamazônia Itinerante trocou as estradas de asfalto e chão pelo barco e chegou até a cidade boliviana de San Lorenzo, distante mais de 10 horas de barco de Guajará-Mirim, na tarde da terça-feira (29). A equipe do projeto foi recepcionada pela população do lugarejo, que a

Iata recebe Cineamazônia Itinerante mais uma vez

O distrito do Iata, distante cerca de 30 quilômetros de Guajará-Mirim, recebeu mais uma edição do Cineamazônia Itinerante na noite do sábado (26), na praça em frente a escola Gaspar Dutra. Foram exibidos vários filmes curta metragens nacionais e estrangeiros. A coordenadora do Cineamazônia, Fernanda Kopanakis, falou sobre a troca das estradas de asfalto e chão pela de água, no

Guayaramerín lota exibição do Cineamazônia Itinerante na cidade

A noite da sexta-feira (25) foi especial para o Cineamazônia Itinerante: o projeto fez sua atividade na cidade boliviana de Guayaramerín, que faz fronteira com Guajará-Mirim, separadas apenas pelo Rio Guaporé. Também pela primeira vez foi exibido um longa metragem em nove anos de Cineamazônia Itinerante, que prioriza sempre as produções de curta metragem. O boliviano Boqueirón, com duas horas

Cineamazônia é sucesso de público em Guajará-Mirim

A segunda noite de atividades de exibição de produções cinematográficas e de apresentação circense do palhaço Cloro foi especial em Guajará-Mirim. Centenas de pessoas compareceram ao pátio da paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro 10 de Abril, na noite da quarta-feira (24). O depoimento do senhor Francisco Rodrigues da Silva, de 78 anos, mais conhecido como “Chiquinho”, foi exibido logo

Cineamazônia Itinerante começa atividades na Resex Rio Ouro Preto

A noite da quarta-feira (23) foi bastante especial para o Cineamazônia Itinerante: o projeto iniciou suas atividades no espaço comunitário da Resex Rio Ouro Preto, que fica a 50 quilômetros por estrada de chão de Guajará-Mirim. A unidade de conservação de uso sustentável foi uma das quatro primeiras criadas no Brasil e recebeu pela segunda vez a atividade do projeto

Cineamazônia Itinerante fecha a primeira etapa em Jacy-Paraná

O Cineamazônia Itinerante encerrou o último dia de atividades da primeira etapa na Escola Tiradentes da Polícia Militar, em Jacy-Paraná, na tarde da segunda-feira (14). Mesmo com a rotina de estudos intensos, as crianças e adolescentes participaram ativamente das projeções de filmes e do espetáculo do palhaço Cloro. Muitos misturaram surpresa com muitas gargalhadas tanto no auditório, local da exibição

Cineamazônia Itinerante faz exibição de filmes às escuras em Rio Pardo

Após percorrer 105 quilômetros que separam Jacy-Paraná de Rio Pardo, a caravana do Cineamazônia Itinerante chegou no início da tarde do domingo (13), ao distrito de Rio Pardo, que pertence a Porto Velho, mas está mais próximo de Buritis, que fica a somente 80 quilômetros de distância do local. O trecho feito em estrada de terra foi vencido em pouco

União Bandeirantes e Vila Jirau vibram com etapa do Cineamazônia Itinerante

Após passar pelos distritos da Ponta do Abunã, a caravana do Cineamazônia Itinerante chegou no começo da tarde da sexta-feira (11), a União Bandeirantes, que fica a cerca de 160 quilômetros de Porto Velho e com mais de 25 mil habitantes. A animação já começou com uma ida do palhaço Cloro (artista argentino Diego Gamarra) até a rádio comunitária da

Cineamazônia Itinerante vai até Fortaleza do Abunã e Abunã

Na quarta-feira (09), ao sair de Vista Alegre do Abunã, a caravana do Cineamazônia Itinerante seguiu para a bela Fortaleza do Abunã, banhada pelas águas do rio do mesmo nome e que tem uma cachoeira e praias de tirar o fôlego. Distante cerca de 260 quilômetros da Capital, Porto Velho, Fortaleza do Abunã é conhecida também pelas casas construídas em

Vista Alegre recebe caravana do Cineamazônia Itinerante

Logo no dia seguinte, na terça-feira (08), o Cineamazônia Itinerante seguiu para Vista Alegre do Abunã, cidade com pouco mais de 4 mil habitantes e distante 260 quilômetros da Capital, Porto Velho. O local escolhido para a projeção de vários filmes curta metragens foi a quadra da escola municipal Maria Casaroto, que contou com a presença de muitas crianças e

Extrema lota atividade do Cineamazônia Itinerante

Após as atividades em Capixaba (AC) e Nova Califórnia, o Cineamazônia Itinerante seguiu para a maior cidade na Ponta do Abunã: Extrema, com quase 7 mil habitantes e distante cerca de 330 quilômetros da Capital, Porto Velho. Mesmo sendo tão importante para a região, o distrito enfrenta sérias dificuldades de infraestrutura, como falta de mais opções de operadoras de telefones

Cineamazônia Itinerante passa por Capixaba (AC) e chega a Nova Califórnia (RO)

Após as atividades em Assis Brasil e Iñapari, no Peru, o Cineamazônia Itinerante foi até o segundo e último município acreano previsto no roteiro do projeto: Capixaba, distante mais de 80 quilômetros da capital Rio Branco. A cidade com pouco mais de 8 mil habitantes ficou eufórica ao saber da chegada da caravana do Cineamazônia, no meio da tarde do

Cineamazônia anima público de Assis Brasil (AC) e Iñapari, no Peru

Após uma longa viagem, o Cineamazônia Itinerante chegou a Assis Brasil na quinta-feira (03), para a primeira atividade da caravana prevista até o dia 14 de agosto. O local escolhido para a projeção dos filmes e a apresentação circense do palhaço Cloro (artista argentino Daniel Gamarra) foi a concha acústica Soldado Marinho, no Centro da cidade acreana, distante mais de

Após 15 horas, Cineamazônia Itinerante chega ao Acre

A caravana do Cineamazônia partiu no final da manhã da quarta-feira (02) com uma van, um caminhão e 13 pessoas para levar cinema e arte ao Peru, Acre e distritos de Porto Velho. Mas o mais inusitado estava por vir: por volta das 14:30, os veículos encontraram uma fila de quase cinco quilômetros para a travessia na balsa, logo após

Capixaba

O sono imperava absoluto na van no caminho à cidade de Capixaba, no Acre. Tínhamos chegado muito tarde ao hotel na noite anterior e nenhum de nós dormiu o suficiente para conseguir recarregar a bateria de forma decente. O único som que realmente se ouvia era o do CD acústico do Rappa que, aquela altura do campeonato, já soava como

Diário de Bordo de uma palhaça (por Geisa Helena)

Conheci o projeto Cineamazônia através do palhaço Kuxixo. Ele participou da itinerância e acabou nos indicando para os coordenadores. Quando a Fernanda Kopanakis, uma das organizadoras e idealizadoras do projeto me ligou, eu fiquei extremamente empolgada com a viagem e o projeto. Passava muito tempo pensando nele e em como me oferecia uma oportunidade única. Eu estava certa em aceitar

Surpresa boa

Texto: Ismael Machado Fotos: Zeca Ribeiro Edição: Lui Machado Botos e jacarés começam a fazer parte da paisagem. E pássaros, muito pássaros. Uma revoada de biguás nos encanta. Coisas de natureza. Mas o que tem me encantado são as histórias. Seja a de nossos personagens dos Museus Vivos, seja de qualquer um que passemos a conversar. Como Vitória, uma menina

De reis e rainhas

Texto: Ismael Machado Fotos: Zeca Ribeiro Edição: Lui Machado Pinduca é rei em Guayaramerin. Tomo um susto ao entrar  na casa da velha Aidê e no quintal deparar com um adolescente ouvindo um DVD do rei do carimbó. Quando digo ao rapaz que ele é da minha terra, os olhos do moleque brilham. É necessário recapitular. Estamos na segunda etapa

Sob a luz vermelha de Iata

Texto: Ismael Machado Fotos: Zeca Ribeiro Edição: Lui Machado Há que ter paciência e um bom olhar. Phillip e Chrystian têm as duas coisas de sobra. Os dois caminham por uma estradinha de terra bem iluminada por uma lua crescente e um céu pra lá de estrelado. Vão em direção às margens do rio. A intenção é fazer fotografias com exposição demorada.

De volta à estrada!

Passaram-se aproximadamente dois meses desde a primeira vez que entrei na van com o Cineamazônia. Havia ficado uma sensação de dever cumprida e ao mesmo tempo de “quero mais” na última aventura pelas estradas da Amazônia. Dessa vez a aventura seria diferente. Ao invés de van e hotel, um barco de três andares para acomodar a nós e a toda

Dia 9 – Calmaria em Fortaleza do Abunã

Uma dor irritante percorria desde a base da minha lombar até a ponta dos meus dedos da mão esquerda. É uma dor que eu conheço bem, proveniente de uma coluna meia-boca piorada pela falta de alongamento. Eu até tentava digitar, adiantar os textos que ficaram atrasados na viagem, mas não conseguia me concentrar. A rotina de viagens por terra é

Dia 7 – A dureza de Extrema

Estamos cansados e isso é visível. Está nas nossas expressões, nos bocejos, nas viagens em silêncio na manhã seguinte ao espetáculo. Alguns pequenos problemas também começam a aparecer. Por exemplo, ainda não tivemos chances de lavar roupa. O pouco tempo que temos livres, o sol ainda não apareceu direito, se mantendo escondido por trás das nuvens dificultando a secagem das

Dia 6 – Em Nova Califórnia, nossa estreia em Porto Velho

Chegamos em Nova Califórnia na hora do almoço. Era a primeira sessão do Cineamazônia Itinerante que fazíamos em solo rondoniense. Se quer ter uma noção de como o distrito de Nova Califórnia é escondido, tente procurar no Google. Vai lá, eu espero. (…) (…) (…). Achou? Não, né? Pois é, mas a comunidade de fato existe e fica às margens

Dia 5 – Bem-vindo ao Brasil

O sono imperava absoluto na van no nosso caminho à cidade de Capixaba, no Acre. Tínhamos chegado muito tarde no hotel na noite anterior e nenhum de nós dormiu o suficiente para conseguir recarregar a bateria de forma decente. O único som que realmente se ouvia era o do CD acústico do Rappa que, naquela altura do campeonato, já soava