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EMENTA: CURSO DE CINEMA DE UMA PESSOA SÓ

EMENTA:

LIMITE ALUNOS: 20 PESSOAS
CARGA HORÁRIA: 16 horas

Apresentação:

Em 1948, o teórico Alexandre Astruc previu que um dia as câmeras estariam no bolso direito das calças. Essa hora chegou. Cabe a nós tirá-las do bolso e fazer filmes. O curso Cinema de Uma Pessoa Só é um desdobramento do trabalho de mestrado do cineasta e professor da PUC, Gustavo Spolidoro e pretende abordar, de forma teórica (mas com intuito prático), os diversos cinemas de uma pessoa só, desde a pré-história do cinema até os dias de hoje, aonde todos somos potenciais cineastas.

Ficção, documentário, ensaio ou tudo misturado, em busca de um cinema livre.

Antes mesmo de o cinema ser cinema, o fisiologista francês Étienne-Jules Marey experimentava formas de mover a imagem para registrar outro movimento, o dos corpos. Sua influência vai dos Irmãos Lumiére, passando pelos Futuristas e Duchamp e chegando em filmes como “Holy Motors”.

A história mostra que a vontade da realização individual gerou grandes marcos do cinema mundial: Robert Flaherty vivendo um ano entre esquimós em “Nanook, o esquimó”; Jean Rouch inventando um novo cinema em “Eu, um negro”; Chris Marker descobrindo um mundo em “Sans Soleil”; Agnès Varda e suas ligações ao acaso em “Os Catadores e eu”; e Jonathan Caouette em uma radical e longa experiência sobre a degradação pessoal e de sua família em “Tarnation”. São muitos os exemplos de um cinema que transcende modelos e permite uma criação econômica, livre e subjetiva.

O cinema brasileiro está repleto de casos recentes aonde a realização converge para novas formas narrativas e técnicas, estejam elas em diálogo com as artes visuais ou com o próprio cinema. Fazer um filme, hoje, está mais próximo de nós do que pensamos. Em “Pacific”, Marcelo Pedroso usou imagens que turistas fizeram em um cruzeiro. Em “Doméstica”, Gabriel Mascaro deu câmeras a jovens e pediu que filmassem o cotidiano de suas empregadas domésticas por uma semana.  Em “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te amo”, as imagens captadas por Karim Aïnouz e Marcelo Gomes como pesquisa para outros filmes, acabaram virando uma das mais belas obras do cinema nacional. Cao Guimarães filma a sua subjetividade. André Novais filma a sua família.

Criatividade, dispositivos ousados, ideias diferenciadas. Tudo isso, graças à câmera no bolso direito das calças. Técnica e narrativa lado a lado criando novos paradigmas audiovisuais.
O curso “Cinema de uma pessoa só” pretende entender o processo destes e outros autores e instigar a possibilidade deste tipo de realização, seja ela documental, ficcional ou distinta de gêneros.

 

Programa:

Aula 1: Dos primórdios do cinema de uma pessoa só à câmera no bolso direito das calças

. Uma vontade irrefreável de mover a imagem: Marey e Muybridge

. Lumiére, Mélies e as primeiras experiências do cinema

. Flaherty e a intromissão no real

. Cinéma Vérité, Cinema Direto, Política dos Autores e filme-ensaio, modificando conceitos técnicos, estrutura de equipe e permitindo um novo cinema

. Experiências em direção, as formas de edição e as janelas de exibição de filmes feitos no celular
Aula 2: A realização individual no cinema contemporâneo

. O cinema de uma pessoa só no Brasil: “33”, “Pacific”, “Doméstica”, “Andarilho”, “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”

. O cinema de uma pessoa só no Mundo:  Warhol, “Quarto 666”, “Tarnation”, Jem Cohen

. a câmera no bolso direito das calças: youtube/vimeo/facebook/vine, pais, artistas visuais, celulares como arma política, autor/artista

Aula 3: A produção de um filme de uma pessoa só

. as experiências no curta “Pequenos Tormentos da Vida”

. a realização individual em “Morro do Céu”

. um processo 100% individual: “Errante – um filme de encontros”

 

OFICINEIRO:

gustavo_spolidoroGUSTAVO SPOLIDORO

Cineasta. Mestre em Comunicação Social pela PUC/RS. Dirigiu e roteirizou 21 curtas e médias e 4 longas, tendo recebido mais de 70 prêmios no Brasil e exterior e participado de festivais como Berlim, Rotterdam e Sundance. Foi homenageado na 9ª Goiânia Mostra Curtas (2009) e teve uma retrospectiva de sua obra no 15º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira/PT (2011). Seu primeiro curta, VELINHAS, participou da Mostra Panorama, no Festival de Berlim (1999). Recebeu duas vezes o GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO (considerado o Oscar do cinema nacional), pelos curtas OUTROS (2000) e DE VOLTA AO QUARTO 666 (2010 – que tem como “ator” o diretor alemão Wim Wenders). Seu curta INÍCIO DO FIM (2005) recebeu 16 prêmios e participou de festivais como Rotterdam e Sundance. É Diretor e Roteirista do longa, AINDA ORANGOTANGOS (2007). O filme participou de mais de 15 festivais no exterior, com destaque para Rotterdam, Munique, Bafici e Toulouse. Recebeu em Milão o prêmio de MELHOR FILME e em Lima o de MELHOR FILME DE ESTRÉIA e MELHOR ATOR (Roberto Oliveira). Produção da Clube Silêncio. Dirigiu o documentário GIGANTE – COMO O INTER CONQUISTOU O MUNDO, uma produção da G7 CINEMA e TGD FILMES,

Dirigiu e Roteirizou o documentário em longa-metragem MORRO DO CÉU (2009), premiado em 2010 na Mostra do Filme Livre, Forumdoc.BH e FATU. Produção da GusGus Cinema, TVE/RS e ABEPEC para o DOCTV Brasil IV. Lançou em janeiro de 2015, na Mostra de Tiradentes, o documentário ensaístico de longa-metragem ERRANTE – UM FILME DE ENCONTROS. É Produtor Executivo do longa CÃO SEM DONO, de Beto Brant e Renato Ciasca, co-produção da Drama Filmes e Clube Silêncio (2006). Foi Diretor de Cena das campanhas de TARSO GENRO ao Governo do RS em 2002, 2010 e 2014 (a segunda, vencida no primeiro turno). Em 2015 dirigiu a série em 13 episódios, ERNESTO – O EXTERMINADOR DE SERES MONSTRUOSOS, para a produtora carioca 3 Tabela. Para 2016 prepara duas séries de sua autoria vencedoras de editais, A VELHA HISTÓRIA DO MEU AMIGO NOVO (infantil) e FORMIGAS (juvenil). É Coordenador de Curadoria do Cine Esquema Novo (desde 2003) e professor de Cinema da PUC/RS (desde 2006). DIRIGIU COMENTÁRIOS Ernesto – O Exterminador de Seres Monstruosos, série infantil em 13 episódios de 26min, estreia em 2016 – TV BRASIL Série dirigida para a produtora 3 TABELA (RJ), com 13 episódios de 26 minutos adaptados dos livros homônimos do uruguaio Roy Berocay. Diretor do episódio “Nascente”, o primeiro de cinco episódios do longa. Errante – Um Filme de Encontros, HD, 2015, 70min Estreou em festivais em 28/01/2015 na Mostra de Tiradentes. Produção com recursos do FUMPROARTE. Campanha de Tarso Genro ao Governo do Estado do RS 2014 Como Diretor de externas do candidato. Domingo no Parque, Super-8, 2014, 3min Curta em super-8 realizado a convite do Festival Internacional de Curtas de SP e do Curta 8. Aos Sonhos que me Restam, HD, 2013, 12min Microsérie com quatro episódios de aproximadamente 3 minutos realizada para a Fundação Iberê Camargo e Revista Lugares, com curadoria de André Severo. Os Replicantes em Close Up – Surfista Calhorda, HD, 2013, 6min Clipe-doc gravado durante os ensaios do show comemorativo aos 30 anos da banda. Porto Alegre Precisa de Mais, HD, 2012, 43min Documentário para a TV Câmara sobre representatividade na cidade de Porto Alegre. Concerto Concreto, HD, 2min, 2012 Curta realizado para o projeto PISCAR DE OLHOS do CANAL BRASIL. Campanha de Adão Villaverde a Prefeitura de Porto Alegre, 18 programas de 5min Como Diretor Chefe. Campanha de Tarso Genro ao Governo do Estado do RS 2010 Como Diretor de Externas do Candidato. Tarso venceu a campanha no primeiro turno. Tarso Genro – Sonhos, Perdas e conquistas, HD, 11min, 2010 Documentário sobre a vida do político Tarso Genro. Morro do Céu, HD, 2009, 71min (4 prêmios) Troféu Caríssima Liberdade – Mostra do Filme Livre 2010 (Rio de Janeiro); Menção Honrosa no Forumdoc.BH/2010; Melhor Direção e Melhor Fotografia no FATU/2010; Estreou em festivais em 12/08/2009, no 37º Festival de Gramado, fora de competição. Morro do Céu, HD, 2008, 52min Realizado para o programa DOCTV da TV Cultura. De Volta ao Quarto 666, HD, 2008, 15min (8 prêmios) Filme com WIM WENDERS, realizado para o evento Fronteiras do Pensamento e produzido pela V2 CINEMA e TELOS. Prêmios: Melhor Curta Documentário Brasileiro no Grande Prêmio Cinema Brasil 2010; Melhor Documentário, Melhor Curta pela RTP2 – Onda Curta (Portugal) e Menção Honrosa pelo Júri Jovem no 19o Festival Intl. de Cinema do Rio de Janeiro – Curta Cinema; Escolhido como Melhor Curta Gaúcho no 37º Festival de Gramado; Melhor Vídeo pelo Júri Popular e Menção Honrosa na 9ª CURTA-SE (Sergipe); Menção Honrosa na 11ª Mostra de Londrina. Gigante – Como o Inter Conquistou o Mundo, digital, 2007, 90min Recordista de vendas de DVD na rede Livraria Cultura em todo o pais, em 2007. Aborda o título Mundial de Futebol – FIFA, obtido pelo Internacional em 2006, no Japão, contra o Barcelona. Ainda Orangotangos, HD+35mm, 2007, 81min (4 prêmios) Melhor Filme do 13º Milano Film Festival; Primeiro Prêmio para Melhor Filme de Estreante e Melhor Ator para Roberto Oliveira no 12º Festival de Lima; Prêmio Destaque pelo Júri Jovem – 10º Mostra de Tiradentes; Participou de mais de 15 festivais no exterior, com destaque para Rotterdam, Toulouse, Bafici (Buenos Aires) e Munique. DIRIGIU COMENTÁRIOS Pequenos Tormentos da Vida, digital, 2006, 20min Filme realizado com crianças da terceira série, para o centenário do poeta Mario Quintana, para a Casa de Cultura Mario Quintana. Início do Fim, 35mm, 2005, 6min Selecionado para Sundance e Rotterdam, 2005; (16 prêmios) Melhor Curta Brasileiro – Jameson Short Film Awards/ European Coordination of Film Festivals, no 16º Fest. Intl. de Curtas de São Paulo/2005; Melhor Diretor no 10º CINE-PE; Melhor Curta em 35mm, Diretor, Ator (Nilsson Asp) e Direção de Arte (Luiz Roque), na Mostra Gaúcha do 33º Festival de Gramado; Melhor Direção no 1° Festival de Atibaia; Melhor Filme de Ficção e Menção Honrosa para o ator Nilsson Asp no 12º Vitória Cine Vídeo; Melhor Filme no Curta-SE 6; Melhor Curta, Direção, Foto e Montagem no Prêmio José Lewgoy de Cinema Gaúcho/2006; Melhor Direção e Menção Honrosa para Desenho de Som no 5º Santa Maria Vídeo e Cinema. Era Uma Vez Uns Verão, digital, 2003, 20min Curta realizado para o programa teatral humorístico Bagasexta. Domingo, 35mm, 2002, 15min (7 prêmios) Prêmio Melhor Direção de Arte no XII Cine Ceará; Melhor Roteiro no 8º Vitória CineVídeo; Melhor Foto, Arte, Som, Trilha e Montagem no 3º Prêmio APTC de Cinema Gaúcho. Campanha de Tarso Genro ao Governo do Estado do RS 2002 Adaptação do conto Ri, Gervásio, de Luís Fernando Veríssimo, para o projeto Histórias do Sul, da TVE/RS. Volta, Gervásio!, digital, 2002, 22min Adaptação do conto Ri, Gervásio, de Luís Fernando Veríssimo, para o projeto Histórias do Sul, da TVE/RS. Final, 16mm, 2001, 7min (4 prêmios) Kikito Melhor Ator Brasileiro em16mm – 29º Festival Gramado/2001; Melhor roteiro, Ator e Atriz no 2º Prêmio APTC de Cinema Gaúcho/2001. Maré Vermelha, super-8, 2001, 6min Documentário que mescla o vermelho do colorado e o das bandeiras do PT, em um jogo contra o Vasco, vencido por 2×1 e na campanha de Tarso Genro para o governo do Estado. Outros, 35mm, 2000, 14min (14 prêmios) incluindo Melhor Curta Brasileiro de 2000 no Grande Prêmio Cinema Brasil, Melhor Diretor 28º Festival de Gramado, Melhor Filme no 8º Mix Brasil, Melhor Curta para a Organização Católica Internacional no 3º Festival de Direitos Humanos de Buenos Aires. Amanhã?, super-8, 2000, 6min (2 prêmios) Melhor Filme 1º Prêmio APTC/ABD-RS de Cinema Gaúcho e Melhor Diretor no 3º Festival de Londrina. Cinemeando no Garagem – O Filme, super-8, 1999, 12min (1 prêmio) Melhor Diretor no 3º Festival de Super-8 de Campinas. Ieda Maria Vargas, digital, 1998, 26min Episódio da Série 20 Gaúchos que Fizeram o Século XX, da RBSTV, co-dirigido com Cristiano Zanella. TPD, super-8, 1998, 6min (2 prêmios) Melhor Filme e Direção no 26º Festival de Gramado. Velinhas, 16mm, 1998, 11min (7 prêmios) incluindo Melhor Filme e Direção no 31º Festival de Brasília, Melhor Direção no 26º Festival de Gramado e selecionado para o Panorama do 49º Festival de Berlim

Assistente da Oficina:

JEAN CARLA COSTA

INSCRIÇÃO ENCERRADAS: CURSO DE CINEMA DE UMA PESSOA SÓ

EMENTA: OFICINA CINEMA NA ESCOLA: VER E FAZER

EMENTA:

LIMITE ALUNOS: 25 PESSOAS
CARGA HORÁRIA: 12 horas

Apresentação – Vivemos em uma sociedade que se expressa em múltiplas linguagens, às vezes utilizando-as simultaneamente, como na internet, onde temos escrita, fala, música, ruídos, fotografias, filmes, desenhos e vasta iconografia. Torna-se cada vez mais importante para a vida que saibamos compreender e nos expressarmos em todos esses códigos. Nesse contexto, a linguagem audiovisual tem um papel predominante, embora nem sempre tenhamos plena competência para compreender a parte semântica, sutil, dessa linguagem e a influência que exerce sobre nosso subconsciente. É também papel da escola desenvolver essa competência.

Objetivos – oferecer aos professores informações e reflexões sobre a formação social do olhar e a construção das linguagens audiovisuais; o seu uso no cotidiano da nossa sociedade e sua utilização em sala de aula; o aprofundamento da leitura crítica das obras audiovisuais e sua importância para a educação no mundo contemporâneo. Pensar a lei que torna a exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional obrigatória nas escolas de ensino básico por, no mínimo, duas horas mensais e introduzir o professor nas questões da estética e linguagem do audiovisual para termos nas escolas uma curadoria que atinja os objetivos culturais e educacionais da lei.

Metodologia – Palestra com discussão de textos e apresentação de filmes de curta metragem, seguidos de debate; sensibilização para as estéticas e as linguagens diferentes das que são vistas com mais frequência nos cinemas comerciais e na televisão. Dinâmicas e exercícios para uso em sala de aula. Exercícios de filmagem e de fotografia Pinhole, que é uma técnica de captura de imagens sem a câmera tradicional, utilizando apenas uma caixa comum. Depois, essa imagem é revelada em laboratório fotográfico, como era feito até pouco tempo atrás, antes do uso intenso da fotografia digital.

Palavras chave – Educação; Estética; Linguagem audiovisual.

1º dia

  • A formação social do olhar
  • A semântica da imagem – fotografia
  • A linguagem cinematográfica
  • Visionamento de filmes com debates

2º dia

  • A linguagem cinematográfica: ficção, documentário, animação
  • Visionamento de filmes com debates – continuação
  • Exercícios de fotografia pinhole

3º dia

  • Noções de roteiro e storyboard
  • Exercícios de som
  • Exercícios de criação de filmes
  • Avaliação

 

OFICINEIRA:

betebullaraBETE BULLARA

Formada em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Jornalista e fotógrafa. Secretária executiva do CINEDUC desde 1975, onde participou de treinamento de professores, mesas redondas e palestras, tanto no Brasil como no exterior. Preparou materiais didáticos, tanto teóricos como de exercícios. Realizou 67 oficinas para professores e para jovens em 16 estados brasileiros para o SESC Nacional no último ano; promoveu curso de professores para a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro; curso para professores no Festival Nueva Mirada, em Buenos Aires; oficina de leitura de imagens para jovens de vários países e em festivais de cinema em Porto Velho, Rio de Janeiro, Tiradentes, Niterói, Ouro Preto, Belo Horizonte e Gramado. Curadora da Mostra Geração do Festival Internacional do Rio de Janeiro.

 

Assistente da Oficina:

MARIA LUZIA FERREIRA SANTOS

Mestre em Educação pela Universidade Federal de Rondônia (2014), licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia/ UNIR (1998). Membro do grupo de pesquisa: História, Sociedade e Educação no Brasil – HISTEDBR//UNIR.Atua como Professora de Geografia na Rede Estadual de Educação do Estado de Rondônia – SEDUC/RO.Realiza oficinas de Animação em Stop Motion, como instrumento didático-pedagógico para alunos e professores.

INSCRIÇÃO ENCERRADAS: OFICINA CINEMA NA ESCOLA: VER E FAZER