Uma só linguagem em Guayaramerin: arte

As ruas movimentadas do comércio de Guayaramerin parecem ter ficado perdidas num tempo que faz falta aos moradores dessa pequena cidade boliviana. A alta do dólar tem afastado os principais compradores, os brasileiros. Poderia ser um cenário triste para a apresentação do Cineamazônia. Mas foi o contrário. A quadra da igreja no bairro 16 de Julio ficou lotada.

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Foi a última apresentação do Cineamazônia antes de viajar pelo o rio Guaporé. E a primeira em terras bolivianas desta edição. Por conta disso, os filmes exibidos sofreram mudanças. A prioridade foi dada a curtas em língua espanhola para atender a plateia boliviana.

Com isso os filmes brasileiros cederam espaço. Um dos destaques da noite foi o curta de animação “El color de agua”.

Da mesma forma o espetáculo da Trupe Koskowics sofreu mudanças para atender as características do novo público. Cotonete e Chiquita retiraram alguns esquetes e acrescentaram outros para que os gracejos e piadas tivessem sentido aos bolivianos.

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Num portunhol macarrônico que soou engraçado, a dupla de palhaços segurou bem a estreia em solo boliviano. Ao final, houve uma correria de crianças buscando registrar em fotos o encontro das duas culturas diferentes unidas pelo riso.

A despedida do cenário de apresentação sem o Rio Guaporé como destino fez com que toda a equipe se reunisse para uma foto oficial. Os próximos locais de encontro cultural proporcionado pelo Cineamazônia serão em localidades ribeirinhas amazônicas e bolivianas, banhadas pelo rio Guaporé.

Cineamazonia, 14a EDIÇÃO, tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual, Lei Rouanet. Apoio Cultural da Prefeitura de Porto Velho, através da SEMA.

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