Extrema lota atividade do Cineamazônia Itinerante

Após as atividades em Capixaba (AC) e Nova Califórnia, o Cineamazônia Itinerante seguiu para a maior cidade na Ponta do Abunã: Extrema, com quase 7 mil habitantes e distante cerca de 330 quilômetros da Capital, Porto Velho.

Mesmo sendo tão importante para a região, o distrito enfrenta sérias dificuldades de infraestrutura, como falta de mais opções de operadoras de telefones celulares, ruas esburacadas e muita poeira.

Mesmo assim, Extrema foi extremamente receptiva com a caravana do Cineamazônia, no meio da manhã da segunda-feira (08). O palhaço Cloro, representado pelo artista argentino Daniel Gamarra, visitou todas as salas da escola municipal 13 de Maio, tanto pela manhã quanto à tarde, para convidar todas as crianças e suas famílias para participarem da atividade do projeto que seria realizada à noite, na quadra do colégio. As crianças ficaram eufóricas e cheias de expectativa pelos filmes e o espetáculo circense.

Foram exibidas várias produções, entre elas, El Columpio (animação da Venezuela), 21 anos por segundo (animação do Rio de Janeiro) e outros títulos premiados (curtas metragens) durante a Mostra Competitiva do ano passado, entre animações, ficções e documentários brasileiros e de países como a Colômbia e Suíça.

A diretora da escola 13 de Maio, professora Rosilene Rodrigues, comemorou mais uma edição do Cineamazônia Itinerante em Extrema. “Ficamos muito felizes com mais uma vinda do Cineamazônia até nossa cidade, que é tão distante dos grandes centros. A prova disso foi a expectativa dos nossos alunos e a quadra que está lotada. Esperamos que voltem sempre, pra nos alegrar com os filmes e os espetáculos com os palhaços”, disse ela.

Quem também aprovou a atividade do projeto no distrito foi Genilson Rodrigues, que levou a filha, de seis anos, e dois primos dela, um de quatro e outro de sete anos. “Sempre marcamos presença quando o Cineamazônia está em Extrema. Nossa cidade sente falta desse tipo de atividade que une o cinema e a alegria por meio do circo. Prova disso foi a euforia das crianças que participaram do espetáculo. Isso é importante para ajudar na formação e educação deles. Minha filha sempre comenta que a cada ano, o projeto está sempre melhor, que os palhaços que vêm, a cada vez, um é melhor do que o outro. A alegria dela antes e depois do espetáculo foi impressionante”.

Texto: Felipe Corona

Fotos: Beethoven Delano

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