Mestre de Cerimônias em nome da representatividade: Simone Mazzer

Uma das marcas do Festival Cineamazônia sempre foi a presença de grandes nomes do teatro e do cinema como Mestres de Cerimônia. Artistas do quilate de Cacá Carvalho, Marcos Winter, Gero Camilo já comandaram a festa em edições anteriores e na 15ª edição do Cineamazônia não poderia ser diferente. Este ano a atriz e cantora Simone Mazzer foi a escolhida para animar a festa e apresentar as noites do festival, que começa na noite desta terça-feira (17), às 19h30, no Sesc Esplanada. A entrada é gratuita.

A escolha do Mestre de Cerimônias já se tornou uma das atrações mais tradicionais do festival. No caso de Simone Mazzer, além do brilhante talento mais que reconhecido em sua trajetória artística, o convite para ser “a cara” de um dos mais importantes festivais de cinema do país também é uma forma de reafirmar o compromisso do Cineamazônia de valorizar a representatividade e o talento de artistas mulheres no Brasil.

Aliás, representatividade foi uma palavra que a artista ouviu e falou muito em 2017. No início do ano ela se viu em meio à uma polêmica envolvendo o lançamento do seu disco “Simone Mazzer& Cotonete”, que teve a capa censurada no Facebook. O motivo foi a ilustração de uma mulher com os seios à mostra enquanto dança em um banheiro. A imagem foi retirada do ar pela rede social, gerando revolta na artista e internautas.

“A capa é uma representação artística digna de um quadro. Como qualquer arte, está sujeita a interpretações. Sou gorda e já recebi mensagens de mulheres como eu afirmando que se sentiram bem representadas”, disse na ocasião, fazendo questão de repudiar a censura da capa de seu álbum.
Curiosamente a artista subirá ao palco do Sesc Esplanada, nesta terça-feira (17), em um momento delicado, em meio à polêmicas envolvendo a censura de exposições artísticas, como o caso “QueerMuseum”.

Biografia

Simone MazzerIniciou suas atividades como cantora na cidade de Londrina PR como vocalista da banda Chaminé Batom que fez enorme sucesso nos anos 90. Pelo espetáculo “Pessoas Invisíveis”, em 2002, foi indicada ao Prêmio Shell de melhor atriz e por “Inveja dos Anjos” foi indicada ao Prêmio APTR de melhor atriz coadjuvante. Dentro da companhia esteve ainda em montagens como: “Esperando Godot, “Antes da Coisa Toda Começar” e “Alice Através do Espelho”.

Como cantora começou a carreira no cenário musical em 95, com seu primeiro disco independente. Em 2015, lançou “Férias em Videotape”, em que fez turnê percorrendo o Brasil. O álbum foi indicado nas listas de melhores discos do ano pela crítica especializada. Em 2016, foi indicada ao Prêmio de Melhor Cantora na categoria Rock/Pop/MPB ao lado de Elza Soares e Gal Costa e Premiada como Revelação no 27º Prêmio da Música Brasileira. Em 2017 lançou Simone Mazzer&Contonetes”.

Na TV Globo fez a série “Louco por Elas”, de João Falcão e a novela “A Lei do Amor” de Denise Sarraceni, além da série da FOX “Me Chama de Bruna”, que já está na segunda temporada. No cinema, seus trabalhos mais recentes são os longas “Mato sem cachorro” (2015), de Pedro Amorim; “Contrato Vitalício” (2015), de Ian Sbf; o premiado “Nise, o Coração da Loucura” (2016), de Roberto Berliner e “Copa 181” (2017), de Dannon Lacerda.

A 15ª edição do Cineamazônia tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e da Lei Rouanet. Ainda tem o apoio cultural da Sejucel, Funcultural, Fecomércio e SESC Rondônia. O Cineamazônia é associado ao Fórum dos Festivais e membro do Green Film Network.

Texto: Lui Machado.

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