Vista Alegre recebe caravana do Cineamazônia Itinerante

Logo no dia seguinte, na terça-feira (08), o Cineamazônia Itinerante seguiu para Vista Alegre do Abunã, cidade com pouco mais de 4 mil habitantes e distante 260 quilômetros da Capital, Porto Velho.

O local escolhido para a projeção de vários filmes curta metragens foi a quadra da escola municipal Maria Casaroto, que contou com a presença de muitas crianças e suas famílias. “Trouxe minha filha de dois anos, mas também veio uma priminha dela e uma sobrinha minha. Uma delas estuda na escola, e quando anunciaram, ficaram todas cheias de expectativa para vir ver os filmes e o palhaço”, disse Ariane Medeiros, moradora de Vista Alegre do Abunã.

O vice-diretor do colégio, Josemir Gomes de Araújo, comemorou mais uma passagem do Cineamazônia pelo distrito de Porto Velho. “Sempre tivemos uma parceria importante com o Cineamazônia, que sempre vem a nossa cidade. É importante estabelecer essa união entre cinema, arte, educação e cultura. No que depender da gente, ano que vem, queremos que vocês estejam conosco de novo”, apontou ele.

Para o coordenador do Cineamazônia, José Jurandir da Costa, é sempre importante destacar o papel da região para o mundo. “Os olhos do mundo estão voltados para a Amazônia. Temos muitas riquezas aqui como ouro, minérios, água, biodiversidade, entre outras. O que nós queremos, é sempre estabelecer essa união entre a arte, cinema e educação. Isso é de extrema importância para que possamos formar cidadãos com consciência sobre seu papel na sociedade”, destacou ele.

Por fim, o palhaço Cloro (artista argentino) ainda teve a companhia em seu espetáculo de um conterrâneo de arte e país: Gustavo de Giácomo, acompanhado pelo uruguaio Elisandro Jésus, artistas de rua que estão rumo ao Acre e que a caravana do Cineamazônia encontrou em Vista Alegre do Abunã. “Fiquei muito feliz em encontrar um companheiro de profissão neste lugar. Tão bom quanto isso é fazer uma participação especial com um número de pirofagia para um público grande e animado”, afirmou Gustavo.

Texto: Felipe Corona

Fotos: Beethoven Delano

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