Cineamazônia é sucesso de público em Guajará-Mirim

A segunda noite de atividades de exibição de produções cinematográficas e de apresentação circense do palhaço Cloro foi especial em Guajará-Mirim. Centenas de pessoas compareceram ao pátio da paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro 10 de Abril, na noite da quarta-feira (24).

O depoimento do senhor Francisco Rodrigues da Silva, de 78 anos, mais conhecido como “Chiquinho”, foi exibido logo nos primeiros momentos. Ele participou do projeto Museus Vivos do Cinemazônia Itinerante. “Esta é a segunda vez que recebemos o Cineamazônia na nossa paróquia. Ano passado já foi um sucesso, já que todas as cadeiras foram usadas. Esse ano tenho certeza que tem mais do que o dobro de pessoas. Fico muito feliz em ver tanta gente aqui, já que sou da Índia e a cultura do cinema está muito presente nas nossas vidas. Como estamos longe dos grandes centros, é uma oportunidade incrível de matar essa saudades”, afirmou o padre Sebastian Vadakumpadan, pároco da Nossa Senhora Aparecida.

Foram exibidos vários filmes de diversos pontos do Brasil e de outros países como Colômbia, Venezuela e Suíça. Mais uma vez, um pequeno espectador participou da apresentação do palhaço Cloro: o pequeno Gustavo, de apenas dois anos de idade. “É uma oportunidade incrível de ver tantos filmes e de graça. As crianças também estavam cheias de expectativa para ver o palhaço e valeu a pena. Estava tudo muito legal. Saio daqui bastante feliz”, afirmou Artemísia Lima, mãe do pequeno Gustavo.

Quem também gostou e levou toda a família até a atividade do Cinemazônia Itinerante foi Nayson Ramos. “Quando saí de casa, achei que só passaria desenhos. Mas, chegando aqui, tinha filmes pra todos os tipos de pessoas e idades. Todos muito bons. O palhaço é muito bom e engraçado. Valeu a pena ficar todas essas horas aqui, se divertindo com toda a família. Se possível, a gente quer que vocês voltem mais vezes”, disse ele.

Já para Sandra Regina, o Cineamazônia teve gosto de nostalgia, já que ela lembrou do ator e palhaço Domingos Montagner, falecido no ano passado, após se afogar nas águas do Rio São Francisco. “Eu estava muito ansiosa para vir até aqui. Ao ver o palhaço, lembrei de tudo o que aconteceu ano passado com o ator da novela, o Domingos Montagner, que também era palhaço. Minha filha tinha apenas três anos de idade na época e gostava muito do trabalho dele. Quando vi o palhaço argentino, que também é muito bom, não tive como não lembrar de tudo. Gostei muito”, destacou ela.

Mais Cineamazônia

O Cineamazônia Itinerante continua a segunda etapa do projeto, com a exibição de filmes e apresentações circenses com o palhaço Cloro em 17 localidades no Vale do Mamoré e ao longo do Rio Guaporé até o dia 12 de setembro, quando encerrará suas atividades em Cabixi, no cone Sul do estado.

A equipe do Cineamazônia irá até comunidades ribeirinhas e quilombolas, reservas extrativistas, tanto do lado brasileiro como do lado boliviano. As primeiras apresentações serão feitas na estrada, como ocorreu na primeira etapa da itinerância.

Depois de Guajará-Mirim, o caminho ainda será por terra, nesta sexta-feira (25), com Guayaramerín abrigando o terceiro dia da programação, no teatro ao ar livre do Palácio da Cultura da cidade. Por fim, o distrito do Iata fecha as atividades na Pérola do Mamoré, no sábado (26).

Serão alternados municípios e localidades rondonienses e bolivianas. San Lorenzo no dia 28 e Surpresa, no dia 29 serão as primeiras localidades a receberem o projeto após a passagem por terra.

A 15ª edição do Cineamazônia tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e da Lei Rouanet. Ainda tem o apoio cultural da Sejucel, Funcultural, Fecomércio e SESC Rondônia. O Cineamazônia é associado ao Fórum dos Festivais e membro do Green Film Network.

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