FESTCINEAMAZÔNIA ITINERANTE É DOCUMENTADO POR UM DOS GRANDES FOTÓGRAFOS DA HISTÓRIA DE RO

FESTCINEAMAZÔNIA ITINERANTE É DOCUMENTADO POR UM DOS GRANDES FOTÓGRAFOS DA HISTÓRIA DE RO

O fotógrafo e documentarista Marcos Santilli volta a Rondônia após nove anos para documentar o Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental – Festcineamazônia Itinerante. Além de acompanhar as apresentações de cinema e circo nos 13 distritos, pelas lentes de Santilli vão sair imagens dos bastidores do festival, dos distritos e das comunidades em que ocorrem a itinerância.

“Este festival será lembrado pela sua audácia e pioneirismo, um fato histórico que estou documentando. Também é muito bom ver a imensa alegria das populações ribeirinhas e dos distritos por terem a rara oportunidade de informação e lazer”, afirma Santilli.

Marcos Santilli é considerado um dos grandes fotógrafos da história de Rondônia. Realizou diversas expedições ao Estado para documentar a colonização descontrolada da região. Visitou seringais, garimpos, aldeias indígenas e florestas arrasadas. Em 1988, publicou o livro “Madeira Mamoré – Imagem e Memórias”, com fotos desde 1977 até uma das últimas viagens ditas turísticas da locomotiva, em 1996, quando um trem descarrillhou e os passageiros tiveram de voltar a pé a Porto Velho.

“Continuo fotografando a Madeira Mamoré, tenho planos para a realização de diversos produtos culturais e o sonho de trazer este trabalho e partilhá-lo com as novas gerações de rondonienses que não o conhecem”, diz Santilli.

A última vez que o fotógrafo esteve no Estado foi para exibição de seu documentário “Presente Saqueado”, na primeira edição do Festcineamazônia em 2003. O filme foi um alerta sobre a situação do Garimpo Bom Futuro em Ariquemes. Produzido em 1992, denuncia as condições em que foi explorada a maior jazida de cassiterita do planeta e previu o rápido esgotamento do extraordinário recurso mineral.

Santilli se profissionalizou fotojornalista em 1970, quando cursava a Faculdade de Arquitetura na Universidade de Brasília. Fotografou para diversos jornais, revistas nacionais e internacionais, especialmente para a Editora Abril. A partir de 1978 iniciou seu projeto Nharamaã, sobre a colonização da Amazônia, que resultou em reportagens, discos, espetáculos, audiovisuais, filmes e os livros: Àre, Madeira Mamoré e Amazon.

Foi bolsista das fundações Guggenheim, Fullbright, Banff Centre for the Arts, Fundação Japão e Vitae, do CNPQ, Ministério da Cultura, Capes, Fapesp e Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Dedicou-se temporariamente a publicidade, produção de música, cinema e vídeo. Dirigiu o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo de 1997 a 2003, realizando a mais ampla reforma física, conceitual e de programação de sua história. Atualmente dirige a Memória Comunicações Ltda, que realiza atividades culturais regionais e mantém a Pousada dos Anjos. http://www.pousadadosanjos.com.br

O festival faz parte da Red de Cines Itinerantes da América Latina e Caribe, que tem como missão contribuir para a diversidade cultural e o fortalecimento da identidade nacional a partir da difusão de audiovisual em locais que não contam com salas de cinema. Tem como objetivo criar e fomentar uma cultura voltada para o cinema auxiliando na formação de plateia promovendo o contato com a sétima arte.

O Festcineamazônia Itinerante 2012 tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal através da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e Parceria Institucional da Fundação Banco do Brasil.

Previous FESTCINEAMAZÔNIA CONCLUI EXIBIÇÕES NOS DISTRITOS DA BR-364
Next FESTCINEAMAZÔNIA ITINERANTE LEVA CINEMA AOS 13 DISTRITOS DE PORTO VELHO

Você também pode gostar

A HORA E A VEZ DO GUAPORÉ

FestcineAmazônia Itinerante percorre Brasil e Bolivia levando cinema, música e circo a comunidades tradicionais Por Ismael Machado Foto de Hubert Hayuad   Há rios que separam e rios que unem.

CINEMA BANDEIRANTE

os primeiros anos, não havia luz elétrica e as apresentações da itinerância do Festcineamazonia em União Bandeirantes deveriam ser feitas da mesma forma como ocorreu nessa semana na comunidade do

Há mais estrelas no céu do que carapanãs na Terra

  Texto e fotos: Pedro Carrilho, Fotógrafo do Cineamazonia Itinerante 16ª Edição   “Como fotógrafo, geógrafo por formação e viajante inveterado que nunca havia tido a oportunidade de conhecer os