Poesia pisando no real
Realizadores discutem poesia no Cineamazônia
Atitude. Generosidade. Fim da intolerância racial. Além da poesia, cada vez mais necessária, são de coisas assim que o mundo precisa. Foi o que defenderam hoje pela manhã o poeta português José Luiz Peixoto, o escritor Paulo Lins, autor de ‘Cidade de Deus’, o pensador Ailton Krenak e o cineasta Sergio Santeiro na programação ‘É de poesia que o mundo precisa’, no auditório do Teatro Banzeiros, em Porto Velho, como parte da programação Cineamazônia 2014
A programação iniciou com cada convidado tentando responder à pergunta sobre o que é efetivamente uma poesia e sua importância. Peixoto, um dos mais premiados escritores portugueses da atualidade, fez um belo relato sobre a experiência que teve na itinerância do rio Guaporé em 2013 e como experiências como essa são um ‘viver a poesia’. Ao final, leu uma poesia, arrancando aplausos entusiasmados de estudantes de quatro escolas públicas que participaram do debate.
Logo depois foi a vez de Sergio Santeiro, que discorreu sobre a evolução da poesia e sua importância crescente ou decrescente de acordo com as necessidades sociais e políticas do mundo.
Paulo Lins lembrou que fazer poesia também pode ser um ato político. E Ailton Krenak não só apresentou uma poesia lida por uma índia convidada por ele, como cantou num belo ritual de purificação.
Depois os quatro convidados responderam a perguntas dos estudantes a partir de uma provocação do mediador Benedicto Domingues. Além de poesia, do que mais o mundo precisa.
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