Cineamazônia anima público de Assis Brasil (AC) e Iñapari, no Peru

Após uma longa viagem, o Cineamazônia Itinerante chegou a Assis Brasil na quinta-feira (03), para a primeira atividade da caravana prevista até o dia 14 de agosto.

O local escolhido para a projeção dos filmes e a apresentação circense do palhaço Cloro (artista argentino Daniel Gamarra) foi a concha acústica Soldado Marinho, no Centro da cidade acreana, distante mais de 300 quilômetros da Capital, Rio Branco.

Foram exibidos pelo menos 13 filmes, entre eles, Grãos de Arroz (ficção da Bahia), Bravura (animação de Santa Catarina) e outros 11 títulos premiados (curtas metragens) durante a Mostra Competitiva do ano passado, entre animações, ficções e documentários brasileiros e de países como a Venezuela e Suíça.

Uma das metas do projeto é a compreensão da necessidade de descentralização de suas atividades, por meio da projeção filmes durante todo o ano, entre os meses de julho a outubro em diversas localidades. “Nós, de Assis Brasil, ficamos muito felizes em receber mais uma vez o Cineamazônia em nossa cidade. Ainda mais, em um contexto onde temos um grande número de indígenas morando na zona urbana, onde são vítimas de preconceito, conflitos e todo o tipo de situações incômodas”, apontou Jerry Corrêa, coordenador de educação na cidade.

Quem também relatou as dificuldades de estar na tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru foi o prefeito de Assis Brasil, Antônio Barbosa. “Estamos em um país que têm 33 cidades em fronteira com outras culturas e povos. Assim como temos muitas coisas boas, também temos muitas coisas ruins, já que estamos em uma região que absorve muitas coisas desses países. Mas, vamos procurar exaltar mais o que esses países tem de bom. Não é porquê falamos português e os bolivianos e peruanos falam espanhol que isso irá nos separar. Pelo contrário, temos que valorizar essa integração entre nós”, destacou ele.

A coordenadora do Cineamazônia, Fernanda Kopanakis, expressou bastante euforia ao iniciar a itinerância do Festival de Cinema por Assis Brasil. “Como sempre, fomos muito bem recebidos pelos acreanos. Estou extremamente feliz por começar essa atividade justamente por Assis Brasil, onde recebemos todo o apoio dos entes públicos para estar em um local muito bonito para fazermos a exibição desses filmes”.

Após a apresentação das produções cinematográficas, ainda houve a participação especial do palhaço Cloro. “Já fiz muitas apresentações no Amazonas e em Roraima, mas é a primeira vez que estou no Acre. Fiquei muito feliz em estar em um estado tão bonito e trazer um pouco de arte e diversão a um povo tão bacana”, disse o artista argentino Diego Gamarra, responsável pelo personagem.

Ainda na manhã da sexta-feira (04), o vídeomaker do Cineamazônia, Christyan Ritse, ainda coordenou uma oficina de Pixilation na escola estadual Iris Célia Cabanellas Zannini para 12 alunos da 8ª série, turma B, do Ensino Fundamental, com idades entre 12 e 13 anos, que durou cerca de duas horas.

Peru

Do outro lado do Rio Acre, que está bastante seco devido ao verão amazônico, na cidade peruana de Iñapari, a Praça das Armas recebeu a atividade do Cineamazônia Itinerante com 10 filmes de diversas origens como Brasil, Suíça, Venezuela e Colômbia, na noite do dia seguinte, sexta-feira (04). A cidade é tão próxima aos costumes brasileiros que o Real tem o mesmo valor comercial que o Soles, moeda do Peru.

Famílias inteiras, com adultos e crianças vibraram com as produções cinematográficas de animação, ficção e documentários, entre eles um título peruano: El Huallaga, da diretora local Lupe Benites, além de mais uma apresentação especial do palhaço Cloro. “Foi uma noite muito especial. Mais uma vez, o Cineamazônia veio trazer alegria e diversão aos peruanos. Adultos e crianças gostaram de tudo. Vim com minha família inteira e todos se alegraram muito. Já estamos ansiosos para que vocês voltem no ano que vem. Já estamos esperando vocês de braços abertos”, disse o morador Juan Carlos.

A próxima parada da caravana do Cineamazônia Itinerante é na noite do sábado (05), em Capixaba (AC), no calçadão do município. O horário da atividade é às 19 horas.

Texto: Felipe Corona

Fotos: Beethoven Delano

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