Terceiro dia do Cineamazônia tem teatro lotado e emoção de diretora estreante

Terceiro dia do Cineamazônia tem teatro lotado e emoção de diretora estreante

Em mais uma noite de casa cheia, Festival faz uma homenagem aos realizadores de cinema e vê antigas sementes florescerem

Não é fácil realizar o sonho de viver de cinema no Brasil. Mas se houve uma mensagem neste terceiro dia da 15ª edição do Festival Cineamazônia é de que sonhar não só é preciso, como pode ser gratificante. Em um teatro novamente lotado, o Sesc Esplanada viu a personificação de tudo o que o festival luta e representa, a prova viva de que a semente da arte pode encontrar terreno fértil e dar frutos.

A noite começou com representação feminina. Além da mestre de cerimônia Simone Mazzer, subiram ao palco Zaine Diniz, representante do curta “Guariterêbenguela”, dirigido por Chicão Santos, e Raissa Dourado, diretora de fotografia do filme. Além deles, a diretora do curta-metragem de Rondônia “Que assim seja”, realizado por Érica Pascoal.

Raissa Dourado, Zaine Diniz e Érica Pascoal discursam antes do início da Mostra Competitiva. (Foto: Beethoven Delano)

Érica, aliás, foi a grande personagem da noite. A diretora apresentou o seu primeiro filme na noite desta quarta-feira. Esse fato já seria o suficiente para encher de emoção o seu discurso antes da exibição dos filmes. Mas haveria mais. A jovem de voz embargada pela felicidade e que acenava aos amigos de cima do palco na verdade fechava um ciclo iniciado em 2010, quando ela participou de uma oficina de cinema oferecido pelo Cineamazônia. Sete anos depois ela estreava o seu primeiro filme no próprio festival.

“O Cineamazônia foi o primeiro contato, foi onde começou tudo, poder apresentar esse filme nesse festival é muito significativo. Não só pra mim, pra toda equipe”, disse Érica Pascoal.

“Que assim seja” foi o segundo filme da noite. Antes dele, outra produção rondoniense abriu a sessão. “Guariterêbenguela”, de Chicão Santos, também arrancou aplausos animados do público. “Ándale!”, um curta experimental de Santa Catarina seguiu a noite, seguido do também catarinense “Adogás”, uma animação de Henrique Neumann.

A ficção paulista “Coração pela boca”, de Bruno Autran, emocionou o público e “Ao final da conversa, eles se despedem com um abraço”, de Renan Brandão, do Rio de Janeiro, finalizou a sessão de curtas. O documentário “A noite escura da alma”, de Henrique Dantas (BA) fechou a noite desta quinta-feira.

Uma noite em que o Cineamazônia, mais do que nunca, mostrou porque existe. 

A 15ª edição do Cineamazônia tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual e da Lei Rouanet. Ainda tem o apoio cultural da Sejucel, Funcultural, Fecomércio e SESC Rondônia. O Cineamazônia é associado ao Fórum dos Festivais e membro do Green Film Network.

 

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